Análise bibliométrica dos artigos científicos sobre bancos islâmicos durante os anos de 2007 a 2017: afinal, o que estudar sobre bancos que não cobram juros?

  • Ahmed Sameer El Khatib
  • Fabio Gallo Garcia

Resumo

O surgimento dos bancos islâmicos se deu em função da crítica dos muçulmanos aos bancos convencionais que cobravam juros sobre suas atividades bancárias, fato que afrontava seus valores e princípios religiosos. Verificou-se, por parte dos muçulmanos, que a prática dos juros poderia provocar um efeito negativo no desenvolvimento do sistema socioeconômico ao redor do mundo, o que chocava frontalmente com os valores econômicos do Islã. A proibição da cobrança da riba no Islã pode ser vista como parte da visão geral da religião, que considera a economia islâmica orientada à moralidade e ao bem-estar social. Dessa forma, o sistema financeiro islâmico foi introduzido como uma alternativa ao sistema bancário convencional, inicialmente nos países de maioria islâmica e, nos tempos mais recentes, em diversos países ocidentais. Em função da temática tão singular para o mercado financeiro ocidental, o presente artigo teve como objetivo apresentar os resultados sobre o perfil dos artigos científicos em bancos islâmicos publicados nos periódicos recomendados pela Association of Business Schools (ABS), no período de 2007 a 2017, com vistas a ampliar o conhecimento acerca da evolução da divulgação dos estudos científicos em temas pouco explorados no Brasil. Para a realização deste artigo, foi executada uma pesquisa descritiva; quanto ao procedimento, foi do tipo bibliográfico e bibliométrico com abordagem quantitativa. Os resultados indicam que houve uma grande variedade entre os temas de finanças islâmicas abordados em periódicos internacionais, com a predominância para temas voltados ao mercado financeiro e à gestão de grandes negócios, sendo que estudos sobre governança corporativa e mercado de capitais islâmico foram os mais publicados. 

Biografia do Autor

Ahmed Sameer El Khatib
É professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) e do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet). Ocupa o cargo de Coordenador - Geral do Orçamento na Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo. É doutor em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), 2018. É mestre em Ciências Contábeis e Ciências Atuariais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), 2013; possui MBA em Finanças pela FIA (2010); possui MBA em IFRS pela FIPECAFI (2013); e é Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), 2007. É autor de artigos em revistas nacionais e internacionais sobre contabilidade e finanças islâmicas.
Fabio Gallo Garcia
É professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). É bacharel em Engenharia e em Administração de Empresas. É mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), 1985, e doutor em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), 2002, e parte pela Univerty of Texas at Austin. Doutorando em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Atualmente é sócio da Tutóia Consutoria e sócio da LGM Consultoria e Repres. Ltda, sócio-diretor Sinalização e Arte Comunicação Visual Ltda, Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração Financeira, atuando principalmente nos seguintes temas: Assimetria Informacional, Finanças Internacionais, Finanças Comportamentais.
Publicado
2018-12-20
Como Citar
EL KHATIB, Ahmed Sameer; GARCIA, Fabio Gallo. Análise bibliométrica dos artigos científicos sobre bancos islâmicos durante os anos de 2007 a 2017: afinal, o que estudar sobre bancos que não cobram juros?. Revista Brasileira de Contabilidade, [S.l.], v. 234, p. 38-53, dez. 2018. ISSN 2526-8414. Disponível em: <http://rbc.cfc.org.br/index.php/rbc/article/view/1782>. Acesso em: 19 maio 2019.

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