Contabilidade Criativa versus Fraude Contábil: um estudo empírico com profissionais da contabilidade

  • Wellington Dantas de Sousa Conselho Federal de Contabilidade
  • Wilson Rolim dos Santos Conselho Federal de Contabilidade
  • João Carlos Hipólito Conselho Federal de Contabilidade
  • Juliana da Silva Reis Conselho Federal de Contabilidade

Resumo

O advento da harmonização das Normas Internacionais de Contabilidade (International Financial Reporting Standards - IFRS) vem proporcionando uma mudança significativa na Ciência Contábil. O Brasil, até então vigente ao sistema code law, poderá, diante da convergência, ter um fenômeno frequente no País: o uso da Contabilidade Criativa. Dessa forma, buscou-se investigar o conhecimento empírico dos profissionais da contabilidade da cidade de Juazeiro (BA) acerca da Contabilidade Criativa. Enquanto a fraude contábil é juridicamente um crime, a Contabilidade Criativa é uma prática juridicamente legal que aproveita as ambiguidades existentes na legislação para manipular as informações contidas nas demonstrações contábeis da entidade, tornando as informações financeiras da empresa falaciosas, porém em uma performance patrimonial desejada para os gestores. Os resultados evidenciam que cerca de 2/3 dos profissionais contemplados na amostra desconhecem a Contabilidade Criativa, o que pode ser um indício de que parte relevante dos profissionais da contabilidade, eventualmente, podem estar utilizando práticas eticamente condenáveis, que têm potencial de resultar na inoperância dos sistemas e ensejar eventuais escândalos financeiros decorrentes de fraudes contábeis, afetando negativamente todos os usuários internos e externos das informações geradas pela contabilidade. 

Biografia do Autor

Wellington Dantas de Sousa, Conselho Federal de Contabilidade
Professor na Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), Petrolina (PE). É especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade de Ciências Educacionais (Face), e mestrando em Contabilidade pela Fucape Business School. É coordenador do curso de Ciências Contábeis da FASJ.
Wilson Rolim dos Santos, Conselho Federal de Contabilidade
Professor e bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), é mestre em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Ceará. Atua como auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco
João Carlos Hipólito, Conselho Federal de Contabilidade
Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), é mestre em Ciências Contábeis pelo Instituto Capixaba de Pesquisa em Contabilidade, Economia e Finanças (Fucape) e doutorando em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor auxiliar I da Universidade Federal do Piauí – Campus Almícar Ferreira Sobral, Floriano (PI).
Juliana da Silva Reis, Conselho Federal de Contabilidade
Graduanda em Ciências Contábeis pela Universidade Estácio de Sá e mestranda em Administração e Desenvolvimento Empresarial pela Universidade Estácio de Sá.
Publicado
2015-11-10
Como Citar
DE SOUSA, Wellington Dantas et al. Contabilidade Criativa versus Fraude Contábil: um estudo empírico com profissionais da contabilidade. Revista Brasileira de Contabilidade, [S.l.], n. 215, p. 12-29, nov. 2015. ISSN 2526-8414. Disponível em: <http://rbc.cfc.org.br/index.php/rbc/article/view/1306>. Acesso em: 07 dez. 2021.

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